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Cursos ajudam a reduzir desemprego
TERÇA-FEIRA, 13 de setembro de 2005
 

FÓRUM FUTURO 10 -Cidades do Oeste investem em qualificação profissional

Divulgação

Divulgação / Curso profissionalizante de costura industrial, em Toledo.

Curso profissionalizante de costura industrial, em Toledo.

A confecção Primeiro Mundo, de roupas para bebê, inaugurou em agosto uma fábrica em Guaíra, no Oeste do estado. Metade das 58 funcionárias contratadas pela empresa foi formada no curso de costura industrial mantido pela prefeitura da cidade. O curso foi organizado para atender à demanda de cinco empresas de confecção que se instalaram no município desde o início do ano. "Têm de ser assim", afirma Maria Helena Loyolla, coordenadora de programas especiais da prefeitura de Guaíra. "Se quisermos atrair empresas, precisamos oferecer mão-de-obra qualificada."

Situação semelhante ocorre na maioria dos municípios da Região Oeste. "Não é, exatamente, uma obrigação dos governos municipais, mas formar mão-de-obra se transformou numa necessidade hoje em dia", diz Maria Helena. Para organizar o curso de costura industrial, a prefeitura investiu R$ 500 mil na compra de 37 máquinas. De janeiro a agosto, foram treinadas 190 operadoras. Dessas, 100 já estão encaminhadas para o emprego. Outras 40 começam as aulas na próxima semana.

Em Guaíra, município de 28 mil habitantes, há cerca de 2 mil pessoas sem emprego. A qualificação ajuda a encontrar trabalho.

A procura também é grande em Toledo, onde a prefeitura investirá R$ 60 mil neste ano para manter cursos como os de costura industrial, formação de garçons, cozinheiras e domésticas. Até o fim do ano, 300 pessoas serão treinadas. No próximo ano, será lançado o programa Casa Escola, que vai treinar trabalhadores para a construção civil. A prefeitura dará cesta básica, transporte e R$ 300 para os alunos que, enquanto são treinados, ajudarão na construção de casas populares. O curso terá duração de 40 dias. "É uma demanda social à qual não podemos fechar os olhos", diz Marlene Nichele, diretora do Departamento de Escolas Profissionalizantes da prefeitura de Toledo. "A falta de qualificação é grande e nós temos de ajudar a diminuir esse problema."

Em Marechal Cândido Rondon, o Centro Municipal de Ensino Profissionalizante (Cemep), mantido pela prefeitura da cidade, formou 60 pessoas neste ano em cursos de culinária e de corte e costura. Outras 60 serão formadas até dezembro, com um custo mensal de R$ 40 mil. Para 2006, a prefeitura pretende iniciar um curso de aprendizado industrial, para jovens de 14 a 16 anos, em convênio com o Senai. "Aqui em Rondon, se não for por meio dos cursos oferecidos pela prefeitura, muitas pessoas não têm outra forma de obter qualificação", diz Úrsula Kaiser, secretária municipal de Indústria e Comércio. "E sem qualificação não é possível conseguir emprego."

Segundo Dilson Ledur, coordenador de educação do Senai de Cascavel, que atende o Oeste do estado, a busca por cursos profissionalizantes é crescente. O Senai de Cascavel mantém convênios com dez prefeituras da região. Todo ano, forma cerca de 100 pessoas em cursos para as áreas de vestuário, alimentos, elétrica, industrial e mecânica. "As empresas querem mão-de-obra treinada e os municípios se encarregam da tarefa", diz Ledur.

Flávio Costa
Gazeta do Povo