Investir na rede de contatos e na qualificação, para o consultor Cristian Ney Gomes, da empresa de recursos humanos Globalhunters, são os caminhos para se conseguir um emprego no segmento audiovisual. "É muito raro encontrar anúncios do tipo 'Procura-se editor de vídeo', por isso muitas vagas são preenchidas pela indicação", conta. Outra forma de ingressar no setor é oferecer serviço para as produtoras, levando consigo um portfólio do trabalho já feito.
Gomes lembra que é preciso aprender a mexer nos inúmeros softwares que um profissional do setor audiovisual usa. O ideal é pesquisar na internet, ler sobre o assunto e tirar as dúvidas com os iniciados. "Áudio e vídeo é tecnologia. A pessoa precisa conhecer o Photoshop, o Adobe Premiere, o Final Cut, o Flash, o Corel Draw, o Soundforge e uma série de outros programas para conseguir trabalhar na área. E não adianta ter conhecimento intermediário, é preciso dominá-los", explica o consultor. Além de tudo isso é necessário ter uma ampla cultura geral, acrescenta Gomes.
Por causa do grande volume de informações que a profissão exige, o consultor diz que é difícil encontrar pessoal realmente capacitado para trabalhar. Dessa forma, os salários tendem a subir, de acordo com a especialidade do profissional. "Conheço gente que fazia um trabalho espetacular e foi para os Estados Unidos", conta Gomes. A oportunidade pode estar longe daqui." Gomes cita como exemplo uma produtora de Curitiba atualmente produz diversos vídeos para empresas do Nordeste.
Para o presidente da Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (Avec), Antônio Carlos Domingues, o melhor caminho para entrar no setor está nos cursos de formação. Em Curitiba, quatro instituições de ensino superior têm cursos, enquanto ao menos outras duas escolas oferecem cursos livres de cinema. Além disso, há o Projeto Olho Vivo, que ministra oficinas de roteiro, de realização de vídeo e de interpretação para vídeo (confira quadro). "Outra dica é se aproximar dos realizadores, porque é assim que todo mundo começa", comenta Domingues.
Já o cineasta Lucas Amberg, que deixou em dezembro a presidência do Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná (Siapar) após quatro anos no cargo, oferece ainda outra alternativa: participar dos prêmios e concursos de cinema e vídeo além de fazer projetos para as leis de incentivo. "Temos leis municipais de incentivo em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel, Maringá e Londrina. Há também a Lei Rouanet do Ministério da Cultura e duas vezes por ano a Petrobrás entrega um prêmio, enquanto o BNDES também tem um concurso. Além disso, nesta semana vai ser divulgado o nome das produtoras aprovadas para participar do Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo", afirma. Este último prêmio está em sua segunda edição e dá R$ 1 milhão para a produção de um longa-metragem e mais R$ 540 mil para três telefilmes. (MS)
Serviço: A Avec faz reuniões toda primeira segunda-feira do mês na Cinemateca (Rua Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco). Contatos: www.avecpr.org.br e perfil@matrix.com.br . Siapar - www.siapar.org .
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